Um manicómio cujos antigos pavilhões são agora um parque de estacionamento. Ali, o trabalho deixou de ser hospitalar. Para os poucos funcionários que restam, tudo se resume a arrumar carros a troco de algum dinheiro pago pelos que saem do salão de festas em frente. Que saudades dos tempos dos eletrochoques, entretanto substituídos pela prática de meter a cabeça no velho congelador do hospital, para sentir o mesmo impacto. Depois, as consequências: ir à casa de banho e defecar. A luta interna é entre regular a eletricidade, ou exceder-se. Nessa manhã, o Doutor Nacho acaba de prestar depoimento na polícia. Cinco camiões vieram limpar a entrada do hospital dos seus loucos, para lavá-los e prendê-los. O risco de desalojamento é real. Nacho, Marta, a enfermeira vitalícia e César, um antigo paciente agora funcionário de manutenção, tentam expulsar Fábio, outro antigo paciente viciado no congelador, que regressa para conquistar a sua ex-namorada Noni, agora apaixonada pelo Doutor Nacho e hospedeira do salão de em frente, onde psiquiatras e polícias celebram, numa festa interminável, o batismo do filho do Doutor Lolito e a sua nova clínica.
Sergio Boris
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Encenação: Sergio Boris
Interpretação: Federico Liss, Pablo De Nito, Elvira Onetto, Verónica Schneck, Rafael Solano
Figurinos: Magda Banach
Luz: Matías Sendón
Cenografia: Ariel Vaccaro
Design de som: Carmen Baliero
Construção de cenografia: Ariel Vaccaro
Som: Marcos Zoppi
Fotografía: Ariel Feldman, Bernabé Rivarola
Assistência de encenação: Adrián Silver
Produção: Jonathan Zak, Maxime Seugé
Assistência de produção: Carolina André
Design gráfico: Alejandra Granata